Seria o ócio o tempo necessário para que alguma coisa seja criada?
Vejamos o que a teoria diz sobre o assunto.
ócio
ó.cio
sm (lat otiu) 1 Descanso, folga do trabalho. 2 Tempo que dura essa folga. 3 Lazer, vagar. 4 Ociosidade. 5 Mandriice, preguiça. 6 Repouso. Antôn: trabalho, ocupação. O. vil: a) inatividade do espírito, b) indiferença para tudo o que é elevado e nobre; inércia.
ó.cio
sm (lat otiu) 1 Descanso, folga do trabalho. 2 Tempo que dura essa folga. 3 Lazer, vagar. 4 Ociosidade. 5 Mandriice, preguiça. 6 Repouso. Antôn: trabalho, ocupação. O. vil: a) inatividade do espírito, b) indiferença para tudo o que é elevado e nobre; inércia.
Mas pra ser sincero não gostei dessa definição do dicionário, por isso fui buscar outra fonte e por incrível que parece (só pra ser sarcástico) o Wikipedia me deu uma boa:
Otium, a Latin abstract term, has a variety of meanings, including leisure time in which a person can enjoy eating, playing, resting, contemplation and academic endeavors. It sometimes, but not always, relates to a time in a person's retirement after previous service to the public or private sector, opposing "active public life". Otium can be a temporary time of leisure, that is sporadic. It can have intellectual, virtuous, or immoral implications. It originally had the idea of withdrawing from one's daily business (negotium) or affairs to engage in activities that were considered to be artistically valuable or enlightening (i.e. speaking, writing, philosophy). It had particular meaning to businessmen, diplomats, philosophers, and poets.
Um conceito interessante, mas o "quanto" de ócio é necessário para que um indivíduo crie? Ou será que quanto mais se trabalha maior seria a nossa capacidade de criar, pois conhecemos melhor os problemas?
Filósofos gregos já debatiam sobre esse tema, por isso não tenho nenhuma pretensão em me extender nesse conflito, mas acho que posso dar minha opinião.
Na minha opinião é preciso um certo distanciamento da confusão do dia a dia para que possamos criar.
Geralmente ficamos presos na confusão das tarefas diárias e não paramos para pensar no que estamos fazendo, no que devemos fazer a seguir e aprender com os erros que cometemos, nesse caso vejo o ócio como algo fundamental, não obviamente o ócio de fazer o nada literalmente, mas um ócio contemplativo, de análise e planejamento. É importante pararmos parar refletir sobre onde estamos e onde queremos chegar, e preferencialmente vejo que esses dois momentos devem ser distintos par
a que um não contamine o outro.
O momento de análise do atual status quo deve ser feito como se a sua vida fosse de outro, posicione-se do lado de fora, de forma que seus pre-conceitos, experiências, desejos e outros sentimentos não atrapalhem a análise, dessa forma pode-se concentrar nos fatos, da maneira mais pura possível, pois um fato deve ser um fato independentemente do interlocutor, caso contrário a persepção a determinação pode ser feita de forma tendenciosa.
Uma vez todos os fatos claramente determinados pode-se planejar. E agora é o momento de deixar a imaginação voar, deixar todo potencial criativo da mente tomar conta da situação e traçar seus planos sem limitações. E aqui está o maior desafio, pelo menos para mim, após anos de educação científica e exata tenho a impressão que minha mente simplesmente desaprendeu o que é "voar", aquilo que não se enquadra dentro de uma teoria não é algo que possa se tornar real, no entanto, vejo que nem a mais absurda das idéias pode ser descartada, pois nela podem estar soluções fantásticas para problemas aparentemente insolúveis.
Nas próximas semanas, me dedico ao ócio, não espero achar nenhuma solução genial para nenhum problema, seja meu ou da humanidade (quanta pretensão...rsrs), mas espero ter maior clareza do meu papel no mundo e como posso fazê-lo um lugar melhor!
Anderson Assunção.

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