terça-feira, 13 de março de 2012

É preciso ter tempo para ser criativo?

Seria o ócio o tempo necessário para que alguma coisa seja criada?
Vejamos o que a teoria diz sobre o assunto.

O dicionário Michaellis dá essa definição:
ócio
ó.cio
sm (lat otiu) 1 Descanso, folga do trabalho. 2 Tempo que dura essa folga. 3 Lazer, vagar. 4 Ociosidade. 5 Mandriice, preguiça. 6 Repouso. Antôn: trabalho, ocupação. O. vil: a) inatividade do espírito, b) indiferença para tudo o que é elevado e nobre; inércia.

Mas pra ser sincero não gostei dessa definição do dicionário, por isso fui buscar outra fonte e por incrível que parece (só pra ser sarcástico) o Wikipedia me deu uma boa:

Otium, a Latin abstract term, has a variety of meanings, including leisure time in which a person can enjoy eating, playing, resting, contemplation and academic endeavors. It sometimes, but not always, relates to a time in a person's retirement after previous service to the public or private sector, opposing "active public life". Otium can be a temporary time of leisure, that is sporadic. It can have intellectual, virtuous, or immoral implications. It originally had the idea of withdrawing from one's daily business (negotium) or affairs to engage in activities that were considered to be artistically valuable or enlightening (i.e. speaking, writing, philosophy). It had particular meaning to businessmen, diplomats, philosophers, and poets.

Um conceito interessante, mas o "quanto" de ócio é necessário para que um indivíduo crie? Ou será que quanto mais se trabalha maior seria a nossa capacidade de criar, pois conhecemos melhor os problemas?
Filósofos gregos já debatiam sobre esse tema, por isso não tenho nenhuma pretensão em me extender nesse conflito, mas acho que posso dar minha opinião.

Na minha opinião é preciso um certo distanciamento da confusão do dia a dia para que possamos criar.

Geralmente ficamos presos na confusão das tarefas diárias e não paramos para pensar no que estamos fazendo, no que devemos fazer a seguir e aprender com os erros que cometemos, nesse caso vejo o ócio como algo fundamental, não obviamente o ócio de fazer o nada literalmente, mas um ócio contemplativo, de análise e planejamento. É importante pararmos parar refletir sobre onde estamos e onde queremos chegar, e preferencialmente vejo que esses dois momentos devem ser distintos par
a que um não contamine o outro.

O momento de análise do atual status quo deve ser feito como se a sua vida fosse de outro, posicione-se do lado de fora, de forma que seus pre-conceitos, experiências, desejos e outros sentimentos não atrapalhem a análise, dessa forma pode-se concentrar nos fatos, da maneira mais pura possível, pois um fato deve ser um fato independentemente do interlocutor, caso contrário a persepção a determinação pode ser feita de forma tendenciosa.

Uma vez todos os fatos claramente determinados pode-se planejar. E agora é o momento de deixar a imaginação voar, deixar todo potencial criativo da mente tomar conta da situação e traçar seus planos sem limitações. E aqui está o maior desafio, pelo menos para mim, após anos de educação científica e exata tenho a impressão que minha mente simplesmente desaprendeu o que é "voar", aquilo que não se enquadra dentro de uma teoria não é algo que possa se tornar real, no entanto, vejo que nem a mais absurda das idéias pode ser descartada, pois nela podem estar soluções fantásticas para problemas aparentemente insolúveis.

Nas próximas semanas, me dedico ao ócio, não espero achar nenhuma solução genial para nenhum problema, seja meu ou da humanidade (quanta pretensão...rsrs), mas espero ter maior clareza do meu papel no mundo e como posso fazê-lo um lugar melhor!

Anderson Assunção.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Desabafo

Faz tempo que não escrevo, acho que deveria fazer mais isso, gosto de deixar minhas idéias registradas, mesmo que seja só para eu mesmo ler no futuro e ver o quão tolo eu era...rsrs

Bom, dessa vez não tenho nada político, social ou econômico pra falar, quero escrever sobre mim mesmo.
Há quanto tempo não falo de mim? Pra ser sincero devo ter falado algumas vezes, mas escrever acho que nunca, no entanto coisas que aconteceram hoje e óbvio tudo que me trouxe até esse momento tem influencia no que aqui escrevo.

A real é que estou triste, as coisas não vão lá muito bem, me sinto só e com problemas que às vezes penso serem insolúveis. No entanto, sei que não sou o único que tem problemas e que os meus sao de longe os maiores da humanidade, mas de qualquer maneira isso tem me feito um mal indescritível.

Dessa vez, bem diferente das outras em que tive que resolver algo "difícil" meu bom humor e otimismo me ajudaram a tocar o barco e ver que no final tudo se resolveu, mas agora nem isso está ajudando.
Tenho constantemente me perguntado como cheguei a esse ponto, seria o meu desapego ao dinheiro que me faz não gerenciar bem minhas finanças pessoais? Seria a minha falta de conexão com a família que me dá essa sensação de solidão? Será a minha confiança habitual em que tudo vai dar certo no final e eu não estou fazendo minha parte para que as coisas realmente funcionem?
Bem, apesar dessas serem perguntas recorrentes sei que em nada vão me ajudar a resolver a situação, pois a final é pra frente que se anda, como às vezes eu mesmo digo: "a vida continua, e como pretendo que o estado de vida perdure por muito tempo o melhor que tenho a fazer é viver com felicidade".
Outro fato motivacional interessante foi o que um amigo me disse ontem: "para que as coisas dêem certo temos que focar no resultado positivo e deixar para trás o problema, pois ao contrário só teremos mais do problema".

Com isso em mente enterro aqui os problemas pelos quais passo, agora olho para frente..."for a bright future".

Espero rir desse post quando estiver em meu veleiro cruzando o pacifico rumo ao Thaiti daqui há alguns "poucos" anos :-)

Anderson Assunção.

Location:No metrô indo pro escritório