Hoje a cidade ficou imersa em caos absoluto, por conta de uma pane elétrica no sistema de trens, praticamente todas as linhas tiveram problemas complicando a vida de centanas de milhares de pessoas, como se isto não fosse o bastante os congestionamentos se extenderam por toda manhã, já que muitos optaram pelos carros já que os trens estavam com problemas.
Calma, calma, não estou ficando louco e vocês também não estão mal informados, esta notícia ainda não deve ter aparecido em nenhum dos nossos noticiários, isto porque isso tudo aconteceu em Melbourne, Austrália.
Como podemos perceber nem tudo funciona "como um relógio" em países desenvolvidos, caos e problemas nos transportes públicos acontecem em qualquer lugar do mundo, no entanto, a diferença entre eles e nós é a resposta dada à esta situação.
Hoje mesmo, a porta voz da empresa de trens de Melbourne (METRO) veio a público para se desculpar pelos atrasos ocorridos, explicar as causas do ocorrido e responder a perguntas de usuários. Além disso, o ministro estadual de transportes também veio a público para pedir desculpas e anunciar multa de $1 milhão de dólares australianos por este e outros problemas ocorridos neste mês e a retenção de outros $4 milhões de dólares por atrasos nos trens durante sete meses consecutivos, bem como catraca livre durante todo o dia de amanhã, veja notícia completa em http://www.news.com.au/national/power-cut-halts-trains-at-southern-cross-railway-station/story-e6frfkvr-1225897273266.
Provavelmente o que escrevo aqui não é muito relevante para um cidadão médio australiano, que certamente considera esta reação o mínimo que a empresa e o governo poderiam ter, no entanto acredito que para nós brasileiros é no mínimo surpreendente a forma como as autoridades trataram do assunto e o respeito com que os usuários de transportes urbanos são tratados.
Particulamente acredito que este tipo de atitude não provem de indivíduos, mas sim de instituições. O sistema de trens de Melbourne é operado por empresa privada e regulado pelo governo estadual, este modelo faz com que a empresa prestadora dos serviços tenha que cumprir metas e receba sanções caso não as cumpra.
Infelizmente nosso atual governo tomou a decisão de ir no caminho oposto, fortalecendo a prestação de serviços por empresas públicas e deixou de fortalecer a atuação das agências reguladoras, o que na minha opinião mantém a prestação dos serviços ineficiente e parada no tempo. No Brasil temos exemplos de sucesso na prestação de serviços públicos por empresas privadas, tais como telefonia e administração de estradas, apesar de necessitarem de ajustes é clara e notória a melhoria dos serviços uma vez que deixaram de ser operados por empresas públicas.
Sinceramente espero que a recusa ao modelo estatizante se reflita nas eleições deste ano, caso contrário tenho a impressão que daremos muitos passos para trás no caminho da melhora da nossa qualidade de vida.
Anderson Assunção.
terça-feira, 27 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
O Jovem e a Política
Já escrevi sobre o fascínio que tenho pela Internet e novas tecnologias, e mais uma vez esta se mostrou a melhor forma de me manter conectado e participativo quando estou longe de casa.
Hoje resolvi dedicar boa parte do meu dia à prática da minha cidadania, sei que há alguns anos (não muitos a propósito) isto significaria que fui à algum evento, encontrei pessoas com quem discuti problemas e propostas para melhorar nosso condomínio, bairro, cidade etc., no entanto hoje foi um dia de muita navegação na Internet, que acreditem se quiser, pode ter tido o mesmo efeito que a prática à moda antiga.
Há alguns meses descobri um site de relacionamento dedicado à prática da cidadania, o Cidade Democrática (http://www.cidadedemocratica.org.br), um fórum onde cidadãos, entidades e parlamentares podem apresentar prostas e problemas para suas cidades, estados e para a nação como um todo.
Dentre as mais variadas discussões no site uma nota me chamou a atenção pela atualidade do tema. Um dos usuários do site postou o seguinte trecho do livro "O Novo Século" de Eric Hobsbawn: "A despolitização dos jovens é um dos problemas mais óbvios e complexos da nossa época". Surpreendentemente um dos comentários veio de uma garota de 19 anos, politicamente ativa e que prontamente levou o assunto para ser discutido em seu blog (http://serfemina.blogspot.com).
Pelo que tenho visto ultimamente e baseado nos dados do eleitorado divulgados pelo TSE sou levado a acreditar que os jovens brasileiros realmente se interessam menos pela política, e infelizmente ainda não vi muita discussão sobre este tema, mas espero ver muito mais, pois ter ciência do fato é um avanço.
Os próximos passos são ações concretas em direção à cidadania ativa onde nossos cidadãos façam escolhas políticas conscientes. Espero que os que me leem também comecem a praticar sua cidadania, se já não o fazem!
Anderson Assunção.
Hoje resolvi dedicar boa parte do meu dia à prática da minha cidadania, sei que há alguns anos (não muitos a propósito) isto significaria que fui à algum evento, encontrei pessoas com quem discuti problemas e propostas para melhorar nosso condomínio, bairro, cidade etc., no entanto hoje foi um dia de muita navegação na Internet, que acreditem se quiser, pode ter tido o mesmo efeito que a prática à moda antiga.
Há alguns meses descobri um site de relacionamento dedicado à prática da cidadania, o Cidade Democrática (http://www.cidadedemocratica.org.br), um fórum onde cidadãos, entidades e parlamentares podem apresentar prostas e problemas para suas cidades, estados e para a nação como um todo.
Dentre as mais variadas discussões no site uma nota me chamou a atenção pela atualidade do tema. Um dos usuários do site postou o seguinte trecho do livro "O Novo Século" de Eric Hobsbawn: "A despolitização dos jovens é um dos problemas mais óbvios e complexos da nossa época". Surpreendentemente um dos comentários veio de uma garota de 19 anos, politicamente ativa e que prontamente levou o assunto para ser discutido em seu blog (http://serfemina.blogspot.com).
Pelo que tenho visto ultimamente e baseado nos dados do eleitorado divulgados pelo TSE sou levado a acreditar que os jovens brasileiros realmente se interessam menos pela política, e infelizmente ainda não vi muita discussão sobre este tema, mas espero ver muito mais, pois ter ciência do fato é um avanço.
Os próximos passos são ações concretas em direção à cidadania ativa onde nossos cidadãos façam escolhas políticas conscientes. Espero que os que me leem também comecem a praticar sua cidadania, se já não o fazem!
Anderson Assunção.
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