segunda-feira, 1 de novembro de 2010

E agora, qual será o futuro do nosso país?

Ninguém pode negar que a partir de hoje o Brasil começa uma nova página na sua história. Uma história que ainda está para ser escrita, mas que no meu ponto de vista continuará no mesmo curso da que vivemos até hoje.
Tendo ao seu lado o que eu chamaria de "o melhor cabo eleitoral do mundo" Dilma Rousseff sagrou-se prisidente da república em uma eleição muito disputada, mas absolutamente sem conteúdo, uma vez que nem Dilma, nem Serra foram capazes de mostrar ao eleitor seus planos de governo e o que cada um faria para enfrentar os desafios do pais, tais como educação, sustentabilidade, infraestrutura, economia etc.

Com este senário é um tanto quanto audaz, para não dizer inapropriado, mas vou ousar colocar aqui como que vejo a situação atual e o que espero para o futuro.
Ao longo de praticamente todo este ano tenho discutido política com um variado número de pessoas, desde uma tia distante até políticos em campanha, e o que me chamou a atenção é a reduzida visão de futuro de forma generalizada. Quando falo em futuro sempre tendo a pensar no longo prazo, algo além dos 10 anos, no entatanto tenho a impressão que o público em geral não consegue vizualizar um futuro mais distante do que 2 anos. Isto posto, o futuro que aqui discorro tratará do longo prazo.

A presidente eleita Dilma Rousseff é uma personagem até o presente momento incógnita. Sem experiência em cargo eleito, mas impulsionada por Lula chegou à vitória nas eleições como sendo a continuidade de um governo que tem mais de 80% de aprovação, e para mim esta é a única indicação de qual será o seu plano de governo.
São inegáveis os avanços sociais nos últimos 8 anos, mas para mim termina aí a qualidade do governo de Luiz Inácio da Silva. A estabilidade econômica e força da economia brasileira se devem ao processo de estabilização que veio com o plano real e à industria diversificada com um mercado consumidor interno bastante forte. Nos anos de seu governo, Lula pouco fez para melhorar a qualidade e eficiência da nossa economia, muito pelo contrário, com um discurso estatizante as agências reguladoras perderam força e o governo ocupou mais espaço nas empresas públicas, um exemplo deste processo de re-estatização é o ressurgimento da Telebras.
Como se não bastasse a pífia melhoria no campo econômico os problemas do atual governo são muito mais graves quando falamos de respeito às instituições democráticas e liberdade de expressão. Ao longo de seu governo Lula vimos inúmeros sinais desrespeito à orgãos como o TCU, interferência no Supremo Tribunal Federal e mais recentemente a ousadia de enfrentar o Tribunal Superior Eleitoral ao fazer campanha à sua candidata. Com relação à liberdade de expressão foram várias tentativas e discursos atacando a imprenssa com a defesa do "controle social da mídia".

Olhando para os procedimentos utilizados pelo governo atual e acreditando no discurso da continuidade vejo os seguintes desdobramentos no longo prazo:

- Programas sociais: os programas sociais continuarão e serão expandidos no governo Dilma. Este modelo não é sustentável, sem uma contrapartida do aumento da empregabilidade, que se dá pela educação, o número de dependentes destes programas sociais só crescerá e a necessidade de mão-de-obra produtiva e pagadora de impostos será ainda maior, elevando ainda mais a carga tributária atual.

- Aumento da participação do estado na economia: tudo me leva a crer que o estado brasileiro continuará crescendo enquanto participante ativo na produção de bens e serviços. Isto se dará através de empresas como Petrobras, Telebras, Correios etc. A história recente mostra que empresas estatais tornam-se focos de corrupção e servem de meio de troca política do partido que está no governo, como consequência os serviços prestados à sociedade se deterioram e os recursos do estado que poderiam ser alocados em outros pontos essenciais são drenados pelas estatais.

- Liberdade de expressão: sinceramente espero estar totalmente errado neste item, mas o comportamento do atual presidente, discursos de José Dirceu e ações na justiça que limitam a liberdade da imprensa me levam a crer que a liberdade que temos hoje será reduzida ao longo do tempo, será que poderei escrever o que escrevo agora daqui há 10 anos?

- Transparência: aliado à perda de liberdade de expressão a falta de transparência na divulgação de dados do governo será uma ameaça ao país, acredito que a manipulação de dados e truques contábeis continuarão, levando o país a uma situação insustentável no longo prazo com a degradação das contas públicas gerada pelo aumento de gastos produzindo assim um quadro inflacionário.

- Sustentabilidade: a presidente eleita quando ministra foi a Copenhague e textualmente disse que "...o meio-ambiente é sem dúvida nenhuma uma ameaça ao desenvolvimento sustentável". Com isso não espero que este governo tenha respeito e cuidado com o meio-ambiente muito menos incentive uma economia baseada na sustentabilidade, vejo que o processo de desmatamento continuará em rítmo acelerado e não haverá política para diminuição das emissões de gazes do efeito estufa. Vejo as belezas, riquezas e potenciais do nosso país dilapidados com oportunidades econômicas e qualidade de vida severamente diminuídas no longo prazo.

Infelizmente não será desta vez que teremos um governo comprometido com a educação, sustentabilidade, responsabilidade fiscal e melhoria da infraestrutura produtiva do país, mas espero ler este texto daqui há 4, 8 e 12 anos e ver que estou totalmente enganado!

Anderson Assunção.

sábado, 30 de outubro de 2010

After One Month Back Home!

Yes, it's been one month since I came back!

During the last 3 years I haven't really felt how is like to be settled, during this time we have moved between 4 cities in 2 different countries, great experience, but the sense of displacement started to make life harder, so the decision to come back!

Now all we want is to settled down, enjoy ourselves at home, our family and friends, however, being back to the concrete jungle reality might not be a simple task.
One month might sound quite a good time to get re-adapted, that's at least what I thought at first, but things are not working quite as expected. The decision to get straight back to work was the best I made I guess, but that came with a cost, the house still has a lot to organize, boxes and luggage and personal finance to get sorted.
But the choice as I said was to go back to work one day after my trip back and this is starting to bring benefits, the office is getting busier, and I'm assuming more responsibilities, so lots of challenges coming ahead and I'm feeling real good about that; big challenges, big opportunities!

In summary, Fê and I are trying to find our balance here in Brazil, an optimum point where we can have some life style and keep going with our careers!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Engineering with Last Century Technology

It’s is a long flight, about 13 hours of nothing to do, so this time I decided to watch documentaries.

My first choice was one about technology, it totally blew my mind. It was about how technology has not only changed the way we interact with the world around us, but how the human relationships have changed and how our children are being affected in their learning process.

During the show a number of different aspects of our society were mentioned, things like how technology pushed people away from each other, at some point it says “at first we watched movies all together in the movie theatre, then we started to watch in our homes with the family only, then by ourselves in our computers and now even more lonely in our mobile phones”.

As well as the social aspect another couple of very interesting aspects arose; one is the IBM experience of changing its way of operating from a physical “real world” environment into the virtual world of Second Life. IBM employees from all over the World have Second Life avatars, so they meet in the virtual world and perform their normal tasks from anywhere, without the need to be in the same physical location.

Another side of today’s technology is its use in the war, at the present moment non-tripulated US strikers are and were being deployed in the Afghanistan and Iraq wars. While these jets are very close to the battle field bringing down enemy forces and eventually civilians as well, its pilots are sitting in a very safe military facility in US soil.

I have to confess that the last two things described were totally new for me until now, but as I watched I started to analyse how technology has changed the way engineering is done. Absolutely no doubt today’s engineering is a lot different than it was 20 years ago, 3D models, worksharing and collaboration by the use of web-based systems have improved a lot efficiency and quality in our business, however these things are evolutions of the last century and I truly have the feeling that after 11 years into the 21st century the way engineering is done hasn’t changed much.

With that in mind a number of questions start to pop-up: Why aren’t we taking advantage of not needing to travel as much as before? If war can be done remotely, why spending millions of dollars to have a full team in a construction site? With the chaotic traffic in our big cities and the urgent need of taking cars out of the streets why not having people working from home instead?

After all these questions I can already hear the most traditional managers and directors saying “It’s not cost effective!” or “We are not IBM or the US military!”, but I believe IBM and US military are just up-to-date with technology and are making good use of it. Change in technology isn’t something necessarily new for the human being, at the moment we might be talking about present technology, but similar shifts happened when the press was invented, the gunpowder and the telephone, moving into these new ways of interaction is unavoidable and the sooner we embrace it the sooner we’ll be able to explore and decide if that needs to be discarded and replaced by something better or if it needs further improvement.

I would say that the engineering business needs not only to be bold, but we as professionals we need to have a pragmatic attitude towards technology and give it a fair go. Looking at our role in the society the new technologies might be our contribution to a more sustainable relationship between employers and employees, where a better balance between professional and personal life can be achieved. Also, it can have a significant impact on how people related to the business interact with their cities and neighbourhoods.

Thinking locally now this new way of doing business can be a big challenge for the Brazilian out-of-date labour regulation, the current regulation was written about 70 years ago and very little has changed in the direction of upgrading it to the new status of labour relations. In the early 1940’s, when it was created, the economy was a lot more based on goods, industrialization was the engine of the economy, today this effort is shared with a more complex economy which propelled by a combination of industrialization and services, with the last one having a big share of the pie. Unfortunately our regulations didn’t follow the same pace as the world changed.

Having said that, it’s important to remember that the industry can’t do much with a government that is not in sync with the new state of things in world, unfortunately Brazil is miles away from having a labour regulation that can address these and other important aspects.

As a final thought, I think that being ahead of the game is not being the guinea pig, but being ahead of competitors!

Anderson Assunção.

Location:Flying - Sydney: Buenos Aires

domingo, 19 de setembro de 2010

Australia, what a place!

Well, one more chapter of my life has come to an end...
It's been two and a half years since I came to live in Australia, what an experience.

But this is not exactly where the Australian experience started, it really begins with the negotiations at work and at home, the decision to come and the most important, the preparation.

About this time in the year, three years ago I felt myself ready to explore opportunities overseas, so I sougth for positions and a couple of them appeared. With the options on the table went back home and discussed with my girlfriend and of course proposed her marriage [thanks good she said yes :-)], from that time on everything was very intense; communicate the families, prepare the wedding, gather documents for visas etc.

From the decision it took three months for me to first come to Australia, once arriving here what a shock, initially a very good cultural shock, everything seemed to be so quiet peaceful and organized, but as time was passing being far from my loved ones and my wife started to make the new experience not so enjoyable.
At the same time my wife was back home, running with the wedding preparations and final arrangements before our definitive move. What a tough job, what an admirable woman! She managed to organize everything, contain the excitement, and sometimes conflicts with the families and cope with being alone. I've never really shared openly all my admiration for all she has done, I am absolutely sure I'm an extremely lucky man to have her by my side!

The wedding day finally came, so I went back home and got married, what an incredible day, the happiest of my life, with the blessing of our families we started a new era, now together as a new young family.
Despite being intense the days back in Brazil were short and soon Fernanda and I were back to Australia!

Once back and after getting settled we could start to enjoy what this blessed land has to give, beautiful landscapes, safe, vibrant cities like Sydney and Adelaide and people from all over the World.
A number of things here impressed us, but the respect for women and the value people give to spend time with their families are the two things that deserve a special note, specially spending time with the family, for me this is a great, the Aussies really know how to balance work and family, admirable!

After a number of extraordinary experiences and very good friends made, being away from our family, friends back home and our culture made us decide to go back.
I'd love to spend more time in Australia, but one thing this country has taught me is to value even more my family!

Now, at the end of this journey, all I have to say is thank you Australia and thank you my Aussies and non-Aussies friends, these two intense years were the best of our lives and all we experienced here will be in our minds for ever in as a very sweet memory!

Uru [hope this is spelled right :-)]

Anderson Assunção.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

All at the Ground Zero

Lets build the Islamic mosque at ground zero, but lets also build a Catholic church, a Buddhist temple and a science centre.
Lets show to the world all believes can live together, in peace, in union!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Razão, corpo e coração

Não sei até onde podemos separar estes três, mas esta é uma das formas que achei para entender o que vejo, o que sinto e o que faço.

Com minha razão decidi: "você é perfeita para mim, nos seus gostos, no seu jeito de ser na sua forma de agir."

Quando a distância é grande, como que dissociado da razão, meu corpo pede por você, coloca toda energia pra voltar e se estremesse ao te ver.

Já meu coração, bate em uma só marcação, quando perto bate forte de felicidade e a distancia bate forte de saudades.

Assim só chego a uma conclusão:

Te amo, de mente, corpo e alma!

Anderson Assunção.

Location:Newcastle, Australia

terça-feira, 27 de julho de 2010

Viva a privatização e a boa regulação

Hoje a cidade ficou imersa em caos absoluto, por conta de uma pane elétrica no sistema de trens, praticamente todas as linhas tiveram problemas complicando a vida de centanas de milhares de pessoas, como se isto não fosse o bastante os congestionamentos se extenderam por toda manhã, já que muitos optaram pelos carros já que os trens estavam com problemas.

Calma, calma, não estou ficando louco e vocês também não estão mal informados, esta notícia ainda não deve ter aparecido em nenhum dos nossos noticiários, isto porque isso tudo aconteceu em Melbourne, Austrália.

Como podemos perceber nem tudo funciona "como um relógio" em países desenvolvidos, caos e problemas nos transportes públicos acontecem em qualquer lugar do mundo, no entanto, a diferença entre eles e nós é a resposta dada à esta situação.

Hoje mesmo, a porta voz da empresa de trens de Melbourne (METRO) veio a público para se desculpar pelos atrasos ocorridos, explicar as causas do ocorrido e responder a perguntas de usuários. Além disso, o ministro estadual de transportes também veio a público para pedir desculpas e anunciar multa de $1 milhão de dólares australianos por este e outros problemas ocorridos neste mês e a retenção de outros $4 milhões de dólares por atrasos nos trens durante sete meses consecutivos, bem como catraca livre durante todo o dia de amanhã, veja notícia completa em http://www.news.com.au/national/power-cut-halts-trains-at-southern-cross-railway-station/story-e6frfkvr-1225897273266.

Provavelmente o que escrevo aqui não é muito relevante para um cidadão médio australiano, que certamente considera esta reação o mínimo que a empresa e o governo poderiam ter, no entanto acredito que para nós brasileiros é no mínimo surpreendente a forma como as autoridades trataram do assunto e o respeito com que os usuários de transportes urbanos são tratados.

Particulamente acredito que este tipo de atitude não provem de indivíduos, mas sim de instituições. O sistema de trens de Melbourne é operado por empresa privada e regulado pelo governo estadual, este modelo faz com que a empresa prestadora dos serviços tenha que cumprir metas e receba sanções caso não as cumpra.

Infelizmente nosso atual governo tomou a decisão de ir no caminho oposto, fortalecendo a prestação de serviços por empresas públicas e deixou de fortalecer a atuação das agências reguladoras, o que na minha opinião mantém a prestação dos serviços ineficiente e parada no tempo. No Brasil temos exemplos de sucesso na prestação de serviços públicos por empresas privadas, tais como telefonia e administração de estradas, apesar de necessitarem de ajustes é clara e notória a melhoria dos serviços uma vez que deixaram de ser operados por empresas públicas.

Sinceramente espero que a recusa ao modelo estatizante se reflita nas eleições deste ano, caso contrário tenho a impressão que daremos muitos passos para trás no caminho da melhora da nossa qualidade de vida.

Anderson Assunção.

sábado, 24 de julho de 2010

O Jovem e a Política

Já escrevi sobre o fascínio que tenho pela Internet e novas tecnologias, e mais uma vez esta se mostrou a melhor forma de me manter conectado e participativo quando estou longe de casa.

Hoje resolvi dedicar boa parte do meu dia à prática da minha cidadania, sei que há alguns anos (não muitos a propósito) isto significaria que fui à algum evento, encontrei pessoas com quem discuti problemas e propostas para melhorar nosso condomínio, bairro, cidade etc., no entanto hoje foi um dia de muita navegação na Internet, que acreditem se quiser, pode ter tido o mesmo efeito que a prática à moda antiga.

Há alguns meses descobri um site de relacionamento dedicado à prática da cidadania, o Cidade Democrática (http://www.cidadedemocratica.org.br), um fórum onde cidadãos, entidades e parlamentares podem apresentar prostas e problemas para suas cidades, estados e para a nação como um todo.

Dentre as mais variadas discussões no site uma nota me chamou a atenção pela atualidade do tema. Um dos usuários do site postou o seguinte trecho do livro "O Novo Século" de Eric Hobsbawn: "A despolitização dos jovens é um dos problemas mais óbvios e complexos da nossa época". Surpreendentemente um dos comentários veio de uma garota de 19 anos, politicamente ativa e que prontamente levou o assunto para ser discutido em seu blog (http://serfemina.blogspot.com).

Pelo que tenho visto ultimamente e baseado nos dados do eleitorado divulgados pelo TSE sou levado a acreditar que os jovens brasileiros realmente se interessam menos pela política, e infelizmente ainda não vi muita discussão sobre este tema, mas espero ver muito mais, pois ter ciência do fato é um avanço.

Os próximos passos são ações concretas em direção à cidadania ativa onde nossos cidadãos façam escolhas políticas conscientes. Espero que os que me leem também comecem a praticar sua cidadania, se já não o fazem!

Anderson Assunção.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Lets Try the Best for ours Country's Sake...

I'm not really sure why I'm writting this post in English, but I guess it can be a good introdution to whoever is thinking about leaving Brazil to live overseas, at least can be a good way to practice the language.

Befor starting I have to apologize for mistakes I've done and I'll eventually do during this text, but you know, it's already hard enough to write in our mother language, imagine in another one... :-)

Well lets get straight to the point. This weekend I was watching a TV show called "Border Security" which tells a number of different stories about people trying to smuggle goods into the country, suspect passangers and also illigal workers, and that last one called my attention.
At that time no Brazilians citizen was caught, however it reminded me of a number of people from our country that will try to succeed somewhere else in the world as an illigal immigrant. Also at the same day I read in a Brazilian website about a Brazilian man (sorry can't remember his name now) which is in illigal situation in USA and is walking from Florida to Washington to deliver a letter to Mr. Obama requesting people in a specific situation to be granted with The possibility to achieve a "green card".

I have to confess that I have a lot of respect for these people, they definitly are hard workers and not afraid of fighting for their dreams, however at the same time I feel a bit angry with them because of the fact that generally speaking our own people "give their blood" for someone else's nation, but never really tried hard enough at our own. I know this type of generalizarion is quite dangerous, but that's how I fell quite often.

Living overseas has given me lots of opportunities, to develop myself not only professionaly but personally, and gave me the chance of meeting all kind of people, many Brazilians that live abroad for the most differentiated reasons.
Specially in regards to some of my nation brothers I have a mixed feeling, at the same time I have a lot of respect for their stories I feel disapointed for the way they refer back to our country, as a place with no way to fix.

I am well aware of Brazil's issues like violence, poor education, poverty all over, but at the same time we have positive aspects like strong and growing economy, companies laking of specialized labour (which of course is not a good thing in general terms but it means that there are open positions in the market), a broad open field for development as our country infrastructure needs to be a lot improved and can boost lots of different sectors of the economy not only in the main cities, but in great majority in the vast areas of the nation that need development.

So my message here, which is a lot more a protest is for all of us to consider to dedicate our best efforts and energy to make our nation better, not bigger, but better in terms of equality, wealth sharing (not through "Bolsa Família" but better basic education system) leading to a more peaceful and stable society.

I'll be back soon and will engage myself to do my bit!

I'm sure I'm not alone!

Anderson Assunção.

Location:Newcastle, Australia

segunda-feira, 1 de março de 2010

Porque será que alguns brasileiros odeiam tanto o Brasil?

Após alguns anos de convivência com estrangeiros e brasileiros vivendo fora do Brasil, e também por morar fora, me permito comentar este assunto.

Eu e minha esposa sempre conversamos sobre os pontos positivos e negativos de se morar fora do país, mas via de regra a conclusão que chegamos é que, apesar de todos os problemas, nosso Brasil possui qualidades que dificilmente serão superadas por outros países. Dentre as coisas que mais admiramos da nossa cultura são a forma como lidamos com as diferenças de raça, cor, credo etc., como aceitamos e acolhemos os estrangeiros e principalmente nossa comida...ah que saudades...

No entanto, algumas vezes encontramos brasileiros que não tem esta mesma visão, e que muitas vezes só fazem exaltar os problemas; é aí que mora nossa indignação.

Em princípio até parava para avaliar a motivação de cada um do grupo que "pro Brasil não volto nunca mais, isso aqui que é vida", mas logo passei a ter um olhar mais crítico e ser menos receptivo à alguns comentários. Esta seletividade veio do conhecimento da situação anterior e posterior de cada um dos indivíduos que se aventurou a morar em terras estrangeiras.
Aqui prefiro não mencionar casos específicos (mas num bate papo com os amigos terei o maior prazer em dar nomes aos bois), mas aqui vai um caso curioso.

É o de uma pessoa que morava em uma cidade vizinha a São Paulo, trabalhava no centro de São Paulo e utilizava transporte público para ir e voltar do trabalho. Imagino que no mínimo esta pessoa perdia 4 horas no trajeto casa-trabalho-casa, mas apesar disso tinha um trabalho com boas expectativas de crescimento profissional e melhoria de qualidade de vida. No entanto, esta personagem decidiu se mudar para fora e buscar uma melhor condição de vida, o que me parece mais que justo, sou da opinião que cada indivíduo deve buscar o melhor para si, mas o que vem a seguir não me parece muito tentador.
Uma vez no novo país o recém chegado estva disposto a fazer qualquer trabalho, "o importante é se manter". Com isso o imigrante brasileiro se sujeita a qualquer tipo de trabalho, de lavar pratos a assentar tijolos. Para encurtar a história hoje esta pessoa tem um sub-emprego, mora em uma casa alugada que divide com outros dois indivíduos, mora a 20 minutos de carro de onde trabalha, mas vive em um pais desenvolvido e nunca mais voltará ao Brasil, pois "isso que é vida".

Tenho certeza que esta é a situação de muitos brasileiros que vivem em outros países e com certeza a decisão de morar fora tem como principal motivação a melhoria na qualidade de vida, mas quando vejo casos como esse me questiono sobre o quão melhor é a vida destes indivíduos vivendo em um país estrangeiro.

Muitas vezes vemos pessoas com muito potencial que se sujeitam a sub-empregos em países desenvolvidos em nome de uma fictícia qualidade de vida. Na minha opinião se estes indivíduos aplicassem a mesma energia que dedicam ao pais para onde vão na nossa pátria mãe, o Brasil com certeza seria um lugar melhor para viver.

Com isso tenho três modestas opiniões, uma genérica, que acredito valer para qualquer indivíduo, outra para os brasileiros que dizem estarem cansados do Brasil e não vem a hora de mudar para outro país e a última para os que já moram fora.

1. Acho que todos devem viajar, conhecer e até morar fora se possível, a experiência de conhecer outras nações e outras maneiras de pensar dá ao ser humano uma visão de mundo que até hoje não vejo maneira melhor de aprender se não imergindo-se em outras culturas.

2. Aos que moram no Brasil e "se cansaram" das mazelas do país façam um exame de consciência, não há nada que você possa fazer que contribua para que nossa pátria seja melhor? Caso suas possibiidades tenham se esgostado vá em frente, busque sua felicidade onde quer que ela esteja, mas não se esqueça de ler o item 3 depois de algum tempo morando fora.

3. Para quem já está fora também sugiro um exame de consciência, mas aqui comparando a sua vida hoje com a que tinha no Brasil e veja o que você poderia ter feito para não só melhorar a sua condição, mas também melhorar nosso pais. Se chegar à conclusão que está melhor aonde está ótimo, siga sua vida feliz!

Para concluir acho que não posso me furtar a fazer o meu auto relato e dividir minha experiência.
Estou há dois anos morando fora do Brasil, trabalhando e ascendendo na minha carreira, na mesma profissão praticava no Brasil e que escolhi para a minha vida. Após este período tenho a impressão que na minha área o reconhecimento e potencial de ascensão são melhores no Brasil, por isso ficarei muito feliz em voltar e continuar não só desenvolvendo minha carreira, mas contribuindo para a melhoria do nosso pais. Obviamente tudo pode mudar e não sabemos exatamente o que o futuro nos reserva, mas com certeza continuarei reavaliando minhas escolhas, mas até o presente momento o Brasil certamente é um excelente candidato para receber toda minha energia e trabalho!

Votar na Marina, porque não?

Tenho que confessar que ultimamente não tenho estado muito ligado na política nacional, vai ver que é a distância, apesar de esta não ser lá uma justifica muito boa com toda tecnologia disponível hoje em dia. Mas vamos direto ao assunto.

Hoje ouvi a entrevista que a Marina Silva concedeu à Lúcia Hipolito da CBN e neste ponto tenho que reconhecer minha total ignorância sobre a história, idéias e propostas de governo da Marina Silva.

Após ouvir a entrevista pesquisei sua história e fiquei surpreso com sua biografia, a qual se assemelha com a do nosso atual presidente na origem humilde e sofrida, mas que traçou seu caminho ao sucesso de maneira bastante dierente no meu ponto de vista, pois conquistou seu lugar na sociedade educando-se e sendo capaz de discutir assuntos da maior profundidade com qualquer um em qualquer esfera da sociedade, sendo prova viva da importância da educação como instrumento de libertação da opressão da miséria que assola grande parte da nossa população.

Ao que me parece, a sua candidatura apresenta uma opção bastante interessante no sentido de mudança do padrão estabelecido para a política brasileira, pois em seu discurso ela não se concentra no ataque aos seus "adversários", mas tem a capacidade de exaltar o que por eles foi feito de positivo e não tem medo de debater assuntos polêmicos, com uma opinião sensata sobre estes temas, assuntos que não podem ser simplesmente ignorados como fazem os demais candidatos.

Não posso negar que já tenho um candidado e partido de minha preferência para as eleições de outubro, mas estou totalmente aberto a novas propostas, principalmente as que têm conteúdo e que podem trazer benefícios ao nosso pais.

Não deixarei de postar minhas mudanças ou manutenção de opinião ao longo do processo eleitoral!